À noite, quando você está a dormir
Bem ali, na nossa cama desfeita
Eu liberto de mim quase tudo de bom que trago comigo
É nessa hora
De silencio, de calma absoluta
Vendo seus pés descobertos
Seu rosto sereno
Um quase sorriso surgindo na face
(presságios de bons sonhos ?.)
É só ali
naquele exato momento
Que eu deixo por um instante de me preocupar contigo
Enconsto-me na cadeira
Relaxo os meus ombros
Fecho os olhos e respiro profundamente
Agradeço...não sei bem o quê ou bem a quem...
Nem sei se realmente agradeço...(mas sinto como se fosse uma prece)
E quando de repente você se mexe,
vira-se para o outro lado...
pelo desconforto da inércia
Vem o susto!
Me volto pra realidade, pro cotidiano,
pra minha sina...
pra minha sina...
E então volto a te amar
mais uma vez...
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