quinta-feira, 2 de junho de 2011

Cotidiano 2

À noite, quando você está a dormir
Bem ali, na nossa cama desfeita
Eu liberto de mim quase tudo de bom que trago comigo
É nessa hora
De silencio, de calma absoluta
Vendo seus pés descobertos
Seu rosto sereno
Um quase  sorriso surgindo na face
 (presságios de bons sonhos ?.)

É só ali
naquele exato momento
Que eu deixo por um instante de me preocupar contigo
Enconsto-me na cadeira
Relaxo os meus ombros
Fecho os olhos e respiro profundamente

Agradeço...não sei bem o quê ou bem a quem...
Nem sei se realmente agradeço...(mas sinto como se fosse uma prece)


E quando de repente você se mexe,
vira-se para o outro lado...
pelo desconforto da inércia

Vem o susto!

Me volto pra realidade, pro cotidiano,
pra minha sina...
E então volto a te amar
mais uma vez...

Nenhum comentário: